Aurora
das feridas que gritaram em silêncio, nasceu a súplica da minha liberdade, onde a dor se desfaz e a força se reinventa, enfiando em minha mente essa verdade. e esta se revela rude, brutal, ainda estou catando o que sobrou, e a verdade que habita no poder, sabe que um cristal que foi quebrado, mesmo colado, nunca inteiro ele volta a ser. mas veja a aurora! que mesmo após a noite mais densa, surge pintando o céu de novas cores, porque a luz sempre encontrará o seu caminho, e como a aurora, haveremos de recomeçar, mesmo juntando pedacinho por pedacinho. é no levantar que a força renasce, é no levantar que a rejeição se desfaz, como quem encontra o sol depois da ilusão, Como quem encontra uma força audaz, nos escombros que ressurgem do chão. e sua ausência que até ontem me dilacerava, hoje já não me sufoca mais. a aurora me ensina a experiência que fica. a diferença é que o amor que descobri agora, ele floresce, e não suplica. sâmara de azevedo