Aurora



das feridas que gritaram em silêncio, 
nasceu a súplica da minha liberdade, 
onde a dor se desfaz e a força se reinventa,
enfiando em minha mente essa verdade.

e esta se revela rude, brutal,
ainda estou catando o que sobrou, 
e a verdade que habita no poder,
sabe que um cristal que foi quebrado,
mesmo colado,
nunca inteiro ele volta a ser.

mas veja a aurora!
que mesmo após a noite mais densa,
surge pintando o céu de novas cores,
porque a luz sempre encontrará o seu caminho,
e como a aurora, haveremos de recomeçar,
mesmo juntando pedacinho por pedacinho.

é no levantar que a força renasce,
é no levantar que a rejeição se desfaz,
como quem encontra o sol depois da ilusão, 
Como quem encontra uma força audaz,
nos escombros que ressurgem do chão. 

e sua ausência que até ontem me dilacerava,
hoje já não me sufoca mais.
a aurora me ensina a experiência que fica.
a diferença é que o amor que descobri agora,
ele floresce,
e não suplica.

sâmara de azevedo

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