O que ninguém sabe, ninguém estraga
Relato de uma seguidora que poderia ser a história de muitas de nós. Vou chamá-la de Marina, para não expô-la aqui na rede:
Há cinco meses, Marina começou a se relacionar com um rapaz oito anos mais novo. Desde o início, ele deixou claro que não queria nada sério. Até então, Marina também não buscava compromisso.
O tempo passou. Eles se envolveram cada vez mais: conversavam todos os dias, o dia inteiro, faziam chamadas de vídeo, nunca haviam brigado. Encontravam-se semanalmente, dormiam juntos com frequência. E, nesse processo, Marina foi se apegando — principalmente por enxergar nele “um ótimo pai, um homem esforçado, trabalhador e honesto”. Ele a tratava bem.
Ainda assim, sempre que podia, o rapaz reforçava que aquilo não era um namoro e repetia a máxima: “o que ninguém sabe, ninguém estraga”.
Marina permaneceu na relação. Já estava envolvida, apaixonada, e acreditava sinceramente que, com o tempo, aquilo poderia se transformar em algo sério.
Em público, ele jamais segurava sua mão. Oferecia o braço, mas não a mão. Havia cuidado, mas não havia reconhecimento. Já os momentos íntimos eram intensos, viscerais, cheios de desejo e conversas profundas.
Até que, na semana passada, viveram um fim de semana incrível, maravilhoso. Fizeram planos. Estiveram juntos na sexta e no sábado. No domingo, porém, ele reencontrou alguém do passado, ficou com essa pessoa e, na quarta-feira, dispensou Marina. Disse que precisava viver essa antiga história, pois aquele reencontro o fez repensar seus sentimentos e o que realmente queria.
Marina foi descartada como se nada tivesse existido. Como se os cinco meses fossem irrelevantes. Questionou-se: teria feito algo errado? O que o levou a agir assim? Ficou em estado de choque. Ainda assim, respeitou a decisão dele e tem lutado para se recompor.
O que Marina só entendeu depois é que, durante todo o tempo em que ele não quis assumi-la, havia uma esperança silenciosa de retomar o amor do passado. Por isso a insistência em dizer que não eram namorados, que era “apenas um lance”. Marina foi a última a saber.
Ela não sabia que ele não havia encerrado ciclos. E ele foi direto: sentia desejo por outra mulher e era isso que queria viver naquele momento. A história dos dois precisava acabar.
Mulheres, entendam: o homem que realmente quer você na vida dele, que a ama e respeita, não a esconde. Não a mantém em segredo. Não passa cinco meses “ficando” sem assumir. Quem quer, afirma. Quem quer, não deixa margem.
Não aceitem migalhas emocionais. Priorizem-se.
Alguém aqui se identifica com essa história?
Beijocas! 😘
Sâmara Azevedo®

Me identifiquei
ResponderExcluirSinto muito. Receba meu abraço.
ExcluirTotal, e como eu já previa, me antecipei e terminei tudo antes.
ResponderExcluirNesse caso, você já sabia que ele não havia enterrado o passado, né? Ufa! Deu tempo de você cair fora antes de se machucar ainda mais. Força!
ExcluirNão, já sabia que ele não queria nada sério comigo, mas como eu tava apaixonada e sabia que ele podia querer com outra e eu sofrer ao saber, me mandei logo!
ExcluirE quem foi o errado?
ResponderExcluirHá uma sucessão de desastres aí: primeiro, o rapaz, que não foi claro ao iniciar outra relação sem ter encerrado, definitivamente a relação anterior. Segundo: Marina se entregou demais. Não entendeu que tudo que o cara te oferecia era o básico. Acabou se iludindo. Quem se entrega demais numa relação onde não há reciprocidade se lasca! Mas tudo é aprendizado, né?
ExcluirHavia reciprocidade. E foi isso que iludiu Marina. Eles se falavam, ele estava presente, fazia tudo como se quisesse ficar com ela, mas dizia que não queria. As palavras não eram coerentes com atitudes. E por isso Marina confusa permaneceu. O erro de Marina talvez foi ter acreditado nas palavras ditas no particular e não nas atitudes mostradas em público. Ela deu o tempo que precisava acreditar ser necessário para algo se consolidar. Nem sei se posso chamar de erro. Eu sinto muito por ela. Ja passei por isso tmbm
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